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Interview – Baron’s Hell (pt)

2010, 24/Nov
Featured on: Baron’s Hell
Format:

Webzine
Date: 11/24/2009
Interview by: Vinícius Vidal
Link: www.baronshell.com

Conheci o Offal quando o Dingo fez a resenha a 2 anos atrás aqui no Baron’s Hell do split com o Bowel Fetus (Austrália). Depois disso não tive mais informações. Os caras estavam trampando e muito para lançarem o álbum “Macabre Rampages and Splatter Savages“, fato que ocorreu este ano via Black Hole Prods.

Primeiro o que me chamou atenção para entrevistá-los é ver um time foda na banda inteira, veja só, André Luiz, vocal do Offal e do Lymphatic Phlegm, Tersis Zonato, guitarra e vocal tem o projeto Lutemkrat e toca também no Svartalfheim, João Ongaro, baixo, também do Svartalfheim e Eduardo Tobe na bateria que já tocou no Deformed Slut. E outra é a sonoridade que eles praticam, calcado no Death Metal Old School, influenciados só por gente foda como AutopsyRepulsionCarcass e a temática abordada que vocês devem imaginar qual seja olhando as capas ou lendo os nomes das músicas que resultam em um material fudido, fazendo com que mesmo “novos” na cena dá pra colocá-los como uma das melhores bandas surgidas ultimamente nessa terra pútrida e suja.

Leiam e se matem.

1 – O Offal nasceu em 2004 a partir do projeto Orgy In Excrements, certo? Entretanto essa formação que está presente atualmente em outras bandas como Lymphatic Phlegm e Lutemkrat. Afinal de contas, o Offal é uma banda que fará gigs e lançar mais ábuns ou um projeto paralelo a estas bandas?

Tersis: Na realidade as atividades iniciaram em 2002 com o Orgy in Excrements, mas foi em 2003 que surgiu uma nova proposta com o nome Offal. A banda iniciou como um projeto entre amigos, porém com o passar do tempo surgiram novas oportunidades como o lançamento do primeiro CD e convites para shows. Atualmente temos 2 CDs full-length e um split mCD com o Bowel Fetus. Ainda neste ano de 2010 devem sair dois splits em vinil: um com o Anatomia/Japão e outro com o Decrepitaph/EUA. Sobre os shows, pretendemos tocar mais vezes para o público em breve, estamos apenas esperando passar um período em que todos da banda estão muito atarefados com estudo e trabalho.

2 – Quando não conhecia a música do Offal, apenas conhecia de nome por causa de uma resenha que foi publicada no Baron’s Hell pelo colaborador Rodrigo Pedroso o que me chamou a atenção foi uma combinação do nome da banda, arte da capa do split, referência ao Autopsy e o death/gore antigo. E não é todo dia que encontramos bandas novas aqui no Brasil surgindo assim e de qualquer maneira eu agradeço. Qual foi e é a intenção de vocês com a criação do Offal?

André: Quando começamos em 2002 com o Orgy In Excrements, já fazíamos músicas com orientação à velha escola do Death Metal, até mesmo porque os três integrantes que começaram a banda já vinham de uma época clássica quando houve a grande explosão do Death Metal no mundo, o início dos anos 90.

Eu particularmente gosto muito de Brutal Death Metal, mas confesso que é um gênero que eu não gostaria de fazer ou tocar, assim como o Daniel e o Chrystian principalmente que montaram a banda comigo. Sendo assim, devido a termos começado ouvindo bandas de Death Metal da velha escola e a nossa não preferência por gêneros mais extremos dentro do Death Metal optamos por montar a banda de forma que a mesma soasse totalmente “Old-school” e com a temática inspirada em filmes B ou cinema de baixo orçamento em geral. Outra coisa que nos incomodava bastante na época era a absurda quantidade de bandas que estavam surgindo e soando como verdadeiros clones do Krisiun, ou seja, milhares de riffs, bateria a velocidade da luz e temática abordando conceitos de satanismo, religião, etc…

O Krisiun sempre foi e sempre será um grande expoente desse segmento e talvez com a grande ascensão e renome da banda mundo afora muitos acharam que se repetissem o que eles faziam também obtivessem resposta semelhante ou algo assim, enfim…

Isso também foi uma grande razão para fazermos algo totalmente diferente do que vinha sendo feito na época, mas primeiramente queríamos mesmo era fazer algo de acordo com o que nós gostamos e consideramos especial para nós acima de tudo!

3 – Aliás, essa combinação toda que eu citei na pergunta anterior é expressa bastante na arte dos materiais que lançaram. No álbum de estréia “Offal” de 2006 parece ser uma homenagem ao “Putrid” do Repulsion e ficou ótima. Já em “Putr-essence” a referência que me vem a cabeça é o clássico “Cannibal Holocaust” de Ruggero Deodato, já em “Macabre Rampages And Splatter Savages” as referências são várias e eu não consegui apontar uma em questão. E as duas últimas foram feitas por Putrid que é um artista incrível. Fale-nos a respeito, como nasceram estas capas e como foi o processo de trabalho com Putrid.

N. do Baron’s Hell: Na verdade eu confundi o nome do álbum do Repulsion, não é “Putrid” e sim “Horrified”.

André: A capa do primeiro CD foi inspirada em bandas clássicas que gostamos muito e que sempre ouvimos como o Exulceration, Repulsion e Carcass. Na época eu citei essas bandas e seus discos e encartes para o artista que fez a capa e então ele procurou fazer algo que remetesse a essas bandas e aos seus trabalhos, (“Exulceration” – capa do split com Putrid Offal, Repulsion – capa do “Horrified” e Carcass – caveira do encarte interno do “Reek of Putrefaction“).

Esses três desenhos foram definitivamente a inspiração para a primeira capa do Offal. Posteriormente comecei a acompanhar os trabalhos do Putrid através de trabalhos que ele fez para bandas como o Bloodfreak, Hooded Menace, Frightmare, etc…

Então comecei a me corresponder com ele e com a possibilidade de gravarmos um novo material (split com o Bowel Fetus), acertamos os detalhes para ele fazer a arte para a capa e então ele nos presenteou com um grande trabalho. Essa capa inclusive saiu no livro de artes que o Putrid lançou o ano passado! Como ficamos extremamente satisfeitos com o resultado já fechamos imediatamente com ele para a capa do segundo álbum e então novamente ele nos fez um grande trabalho! Certamente devemos continuar trabalhando com ele em trabalhos futuros. A capa do split 12” LP com o Decrepitaph também foi feita por ele, basta acessar nosso web site e conferir!

Tersis: A capa do “Macabre Rampages and Splatter Savages” traz referências de vários filmes, todos abordados de alguma forma no álbum, seja através das trilhas ou representações conceituais através das letras. Lembro que o André fez contato com o Putrid contando quais eram os filmes que serviram de inspiração para as músicas e ele apareceu com essa idéia, que em nossa opinião, casou perfeitamente com o álbum.

4 – Eu citei Ruggero Deodato, e em várias músicas de “Macabre Rampages And Splatter Savages” vocês utilizam intros de “Zombie” do Lucio Fulci, “The Return of the Living Dead” de Amando de Ossorio, “Suspiria” do Argento e outros clássicos do horror. E na música “Trial of Undead” citam Fulci. Eu agradeço as escolhas, afinal estes filmes são uma paixão minha também. Como foi a escolha das intros, imagino que seja complicado escolher entre vários filmes, eu pelo menos teria muita dificuldade.

André: Isso é um pouco complicado inicialmente. Primeiro fazemos uma escolha prévia de quais filmes serão utilizados para compor as letras e então separamos algumas partes dos áudios dos filmes que nos interessam e então a partir disso começamos a imaginar em quais partes das músicas esses trechos ficariam melhores e tal… em algumas ocasiões não ficam bons e descartamos, ás vezes temos que fazer alguns ajustes, enfim… mas é mais ou menos assim que funciona! Nos próximos materiais vamos citar trabalhos de diretores mais “undergrounds” do universo trash, os geniais Petter Baiestorf e Bruno Mattei podem ser alguns deles, por exemplo!

Tersis: Assim que uma nova música era parcialmente composta, já pensávamos no filme que combinaria com o clima da mesma, buscando definir a estrutura das letras e os trechos dos filmes. Um exemplo que lembro muito bem, foi o caso da “Mortuary Waste“: quando apresentei aquele riff lento com guitarras dobradas, o André na hora pensou em encaixar a parte clássica de “The Return of the Living Dead” do zumbi amarrada na mesa. Ficamos meses na curiosidade para saber como ficaria a combinação e depois de ter gravado todos os instrumentos, o filme se encaixou perfeitamente sobre a base, o que nos trouxe grande satisfação. Mas como você mesmo disse, é bem complexo escolher a parte ideal para cada música: acho que 90% de nossas idéias iniciais combinaram com o que esperávamos, mas em alguns casos tivemos que fazer ajustes, trocar ou até mesmo tirar as partes de filmes para o material ficar mais equilibrado.

5 – Lembro que o Necrophagia lançou um álbum muito bom inteiramente homenageando o nosso Zé do Caixão e citou mestres do horror em uma das músicas. E pode ser uma idéia de retardado, mas eu acho que seria fudidamente incrível fazer um álbum homenageando um destes mestres. Talvez Lucio Fulci, Romero ou Argento, ou quem sabe fazer um álbum homenageando um filme específico, quem sabe. Bom, isto nem é uma pergunta, é só divagação mesmo, anotem essa idéia, rs.

André: Eles fizeram um disco em homenagem ao Fulci também, chama-se “Holocausto De La Muerte“. O grande Flesh Grinder também fez um álbum dedicado a um único filme, Bad Taste, homenageado em sua totalidade em “Crumb’s Crunchy Delights Organization“. Particularmente acho bastante interessante e criativo, mas não creio que faremos algo semelhante em um álbum cheio, acho que há bastante coisa boa por aí para ser lembrada e homenageada, talvez em materiais de menor duração isso seja possível, em um dos novos lançamentos fizemos algo assim, homenageando Olaf Ittenbach e seu grande clássico Premutos, aguardem!

Tersis: É uma boa idéia mesmo, mas também acho legal explorar isso nos compactos. Inclusive já temos trabalhado dessa forma para alguns lançamentos, conforme o André falou. Esse material que homenageia o filme Premutos, deve ser lançado ainda em 2010 ou início de 2011 e chama-se “Over There, Guts Everywhere“.

N. do Baron’s Hell: Mea culpa aqui, eu não sabia que “Holocausto de la Muerte” do Necrophagia era homenagem ao Fulci e quando fiz a pergunta me esqueci que o Flesh Grinder lançou o álbum em homenagem ao fudido “Bad Taste”.

6 – Falando especificamente de “Macabre Rampages And Splatter Savages”. Ele acabou de ser lançado e desta vez pela Black Hole Productions do Fernando Camacho e os 2 anteriores foi pela The Hole Productions. Qual foi o motivo da mudança?

André: Renzo e a The Hole Productions sempre foram e sempre serão importantes na história do Offal de forma integral, sempre! Ele foi a primeira pessoa a acreditar em nós e nos deu duas grandes oportunidades lançando nossos materiais! Mas ele também possui outros planos, gostaria e DEVE investir em outras bandas, dar oportunidades a outro pessoal, ele também tem sua banda, quem sabe pretende investir nisso também, enfim… quem sabe até possamos lançar outro material com ele futuramente. Somos e seremos sempre grandes amigos e nossa dívida de gratidão com ele será eterna!

A mudança ocorreu naturalmente, assim que soubemos que não seria possível lançar o novo disco com o Renzo procuramos outros selos e entre todos eles quem nos fez a melhor proposta foi o Fernando Camacho! Além disso, por nossa grande amizade e também por já ter trabalhado com ele com minha outra banda, fechamos de imediato!

Não há dúvidas quanto a nossa satisfação e alegria de estar trabalhando com ele, ele faz um grande trabalho, é muito honesto, dedicado e faz tudo com muita paixão, ele realmente gosta do que faz! Como disse um amigo, “Saímos de um buraco e caímos em outro”!

7 – No caso dos selos, isso é uma curiosidade minha pra saber como as coisas funcionam em situações como a de vocês e os selos e sei que existem detalhes confidenciais, talvez, mas assim quando vocês lançam um material pelo selo como é o processo? Qual é a parte que cabe a um e qual a que cabe a outra? Digo isto, pois antigamente, nos tempos áureos pré-MP3 onde existiam gravadoras majours a mesma custeava álbum, clips, gigs e ganhava com vendas de merchandising, o que eu acredito não ser assim hoje em dia, principalmente quando estamos falando de underground. Por exemplo, qual é a principal diferença ao lançar um álbum via Black Hole Productions e The Hole Productions?

André: Não há nada de especial ou confidencial! Nós pagamos o estúdio e o selo a prensagem do disco, divulgação, etc… No caso especifico da Black Hole, a parte gráfica geralmente quem faz é o Camacho, mas como o Tersis também tem grande experiência e trabalha com isso, ele mesmo quem fez o nosso material! Não há diferença alguma, ambos os processos de lançamento e trabalhos pós-lançamento foram e estão sendo restritamente iguais entre os selos.

Tersis: Sobre a parte gráfica, não sei ao certo como funciona normalmente em outros selos e bandas com seus lançamentos, mas nas bandas e projetos que estou envolvido, gosto de participar ativamente nesse processo. No meio underground pode ser difícil os selos investirem em estúdio e arte do disco, porém há muitos que com certeza ajudam nesses detalhes.

8 – O álbum “Macabre Rampages And Splatter Savages” possui em minha opinião uma produção que a gente não costuma ver aqui no Brasil, principalmente em se tratando de uma banda relativamente “nova” como o Offal. Mesmo não tendo ouvido o álbum (somente a música “Trial of Undead” que foi liberada para streaming) é notável esta produção caprichada, da capa a arte final. Como foi o processo na produção disto tudo?

Tersis: Fizemos toda a gravação com Maiko Thomé no AvantGarde Studio. De início, levei algumas idéias para timbres e ele achou as melhores soluções para captação do áudio. No Putr-essence já tínhamos trabalhado em conjunto com o Maiko e novamente participei com ele na produção, mas toda a banda deu idéias e sugestões quando possível. Como já tínhamos em mente o que esperar da gravação, o resultado final foi satisfatório.

9 – E foi lançado também um vídeoclip bem feito de “Trial of Undead”, sendo que conta com uma história, zumbis e tudo mais, me lembrou também dos clips do Necrophagia. Como foi essa idéia da gravação do videoclipe? Como foi a produção dele? Tem mais planos pra futuros videoclipes?

Tersis: Recebemos um convite de uma amiga de longa data para produzir um videoclipe para seu curso de web design. Eles queriam produzir o material focado em cinema trash e terror em geral, especialmente zumbis. Foi então que aceitamos a proposta de produção e oferecemos a faixa “Trial of the Undead“. A equipe teve apenas uma semana para organizar e produzir todo o material para as gravações. Tivemos o apoio de uma grande equipe, cada um fazendo um item específico de toda a produção: roteiro, make-up, câmera, transporte, equipamentos de som, alimentação, locais…

Para mais informações sobre a produção e para ver o resultado final, basta acessar o hot site: http://www.trialoftheundead.com/. No momento não temos plano para fazer outro vídeo.

10 – Esse tipo de cuidado que vocês tiveram nos detalhes que envolvem o álbum é algo raro de se ver no underground extremo brasileiro. Eu acho incrível e faz muita diferença. Inclusive é muito comum ver bandas americanas e européias investindo em detalhes assim como vocês fizeram. Vocês acreditam que por aqui isso não ocorre muito, pois se deve ao fato de ser muito custoso, trabalhoso ou o que poderia ser?

Tersis: Concordo que faz diferença e acredito que as bandas tem evoluído nesse sentido. Atualmente temos grandes bandas produzindo materiais de qualidade. Talvez algumas bandas não tenham suporte para uma boa produção, não apenas no sentido monetário, mas também no fato de não ter acesso e contatos. No caso da banda, pude contribuir muito com a produção musical e arte gráfica, pois já trabalho com isso. Mas acima de tudo, acredito que a vontade é essencial: trabalhar de forma séria e profissional, buscando fazer tudo da melhor maneira possível.

11 – Como o álbum acabou de ser lançado e talvez vocês não tenham ainda um feedback por parte do público que aprecia o Offal, mas olhando esse breve cenário, como está a resposta em relação ao lançamento até este momento?

André: O pessoal tem elogiado bastante, em especial o pessoal do exterior! Infelizmente como aqui no Brasil muito poucos ainda compram CDs originais, não recebemos muitos comentários vindos daqui, mas isso já era esperado. Estamos ansiosos para ver os reviews, pois o material foi e ainda está sendo enviado para avaliação em zines e revistas especializadas e logo devem começar a aparecer os primeiros comentários, estamos aguardando! Assim que começarmos a receber os comentários estaremos postando os mesmos em nosso site, na sessão de reviews!

Tersis: Temos recebido vários comentários positivos das poucas pessoas que pegaram o material conosco. Espero que continue dessa forma quanto aos comentários.

12 – Em outra entrevista li que vocês tem dificuldade para se encontrar e fazer shows. Mesmo assim, existe alguma iniciativa para uma tour do Offal?

Tersis: Já estamos correndo atrás de alguns shows para 2011. Quando tivermos datas definidas iremos publicar as informações no site e MySpace.

13 – Vi que o site do Offal em plena era das redes sociais, principalmente o MySpace no caso de bandas, é bastante completo e muito bem feito, algo raríssimo, aliás ter um site hoje em dia já se tornou raridade. Hoje nós vivemos outra era, onde mais do que nunca as bandas tem de produzir sua divulgação e facilitar o acesso junto ao público, pelo menos é o que eu acho. Vocês ao contrário de muitos se preocupam com detalhes, com informação, ficha técnica, letras, biografia, imagens e tudo mais, mas pegando no assunto MP3 que é uma reclamação de muitos e é algo real, vocês não acham que existem dificuldades demais para o acesso ao material? Por exemplo, existem nos EUA e Europa iniciativas das próprias bandas onde elas vendem desde o material em si, pacotes com camiseta, etc até o arquivo MP3 em alta qualidade em sistemas com serviço de cartão de crédito, depósito, transferência bancária, etc. Sei que não impede, mas esse acesso ao material não seriam essas soluções para o download? O que acham?

Tersis: Concordo: devemos utilizar essas ferramentas para alcançar nosso público e, dessa forma, estabelecer uma comunicação direta. Quanto ao MP3, é uma discussão que tenho vivenciado há tempos. Não disponibilizamos nossas músicas dessa forma, pois não foi tratado esse formato de mídia com os selos que lançaram nossos materiais: é algo a se pensar… Entendo que o acesso e apoio à banda poderia crescer de alguma forma, mas de modo algum resolveria o problema dos downloads ilegais.

Não sou contra buscar informações e downloads na internet, mas apenas gostaria que as pessoas que dizem apoiar as bandas, que realmente o fizessem, independente do modo pelo qual a banda se propõe a lançar seus materiais…

Parece-me que há uma superficialidade nesse sentido, onde muitas vezes as pessoas não tem interesse real no apoio, nem em saber exatamente o que está ouvindo, buscando apenas a estética musical, quando muitas vezes há todo um contexto envolvido naquele lançamento. Eu procuro músicas em MP3 e informações online, principalmente para conhecer as novidades, mas sempre que possível compro os materiais, deixando o MP3 apenas como um recurso de portabilidade em dispositivos móveis. Para mim, nada substitui ouvir um material original, independente do formato (gosto muito do LP por causa da riqueza gráfica e do aspecto sonoro), com um suporte tangível onde se tem letras, fotos, informações, e claro, toda a arte gráfica, compondo aquilo que sempre tivemos como o conceito de um ÁLBUM.

14 – Bom, acho que isso é tudo por enquanto. Espero apreciar “Macabre Rampages And Splatter Savages” em breve e quem sabe assisti-los ao vivo. Obrigado pela atenção e parabéns pelo excelente trabalho.

André: Muito obrigado pelo espaço e pela grande entrevista! Apoiem as bandas e os selos, COMPREM CDs ORIGINAIS! ALL HAIL OLD-SKULL DEATH METAL.

Tersis: Agradeço pelo apoio e pelos elogios! Quem quiser saber mais sobre o Offal, basta acessar o site: http://www.offalgore.com/ ou o MySpace http://www.myspace.com/offalxxx.